segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Tempos e Marés

E quem espera desespera
Nunca alcança.
Logo esperar por quem nunca, ela,
Prometeu vir…

E então?
Que mal há em ser louco?
O que tem ser sujo e vil
Se assim o quero ser?

Se é Ela, porquê ignorar
E partir cobarde?
Se fosse outra, mas é Ela
A princesa do vale dourado e lago azul

E se velho e cansado,
Acabado e perdido, esperar,
Valeu a pena ser eu,
Pelo menos uma vez na vida

Valeu a pena seguir o que sinto
O vento forte na vela solta,
E a mão firme ao leme,
E ir rumo ao desconhecido

Mas era conhecido…
O mapa estava perdido,
Mas fui, rumo ao passado
E resgata-lo vou para o presente

E vou remar,
Mar a dentro singelo
Por entre ventos e mares
Remarei por ti

E sempre remarei

Sempre



20/08/14, Tiago Pedroso

domingo, 3 de agosto de 2014

Dúvida

Por vezes pergunto porquê,
porquê tu, porquê nós?
Porque não pode ser mais fácil?
Porque não pode ser outro alguém?

Porquê o mar?
Porquê a areia e a límpida agua azul?
Porquê o fogo? O calor?
A angústia e um céu negro

Porquê nos dois? Ou eu e tu.
Porquê, seres tu, e eu
Um pó mágico de conto de fadas
Uma flor que escapou despercebida

E porque não outra flor?
A do lado talvez.
Porquê não apanhar aquela autocarro,
E esperar pelo próximo tão parecido?

Porquê aquela cor?
Raios, a outra é tão igual aquela, ou pior
Porquê ser eu, e não ser outro qualquer
A viver a vida que um outro fez?

Raiva, gosto tanto daquele sorriso…

Tanta meditação e pergunta
E nenhuma resposta óbvia,
Nada a frente dos meus olhos
Raios, porque é a vida tão difícil?

E como que por magia, após tanto pensar
Tanto questionar e sem nada ver
A resposta aparece como que por intervenção divina
Singela e perfeita, e ao mesmo tempo tão óbvia

E é essa a verdadeira resposta da vida,
Da tua e da minha, e da nossa talvez
A razão de ser, de eu o ser
Porque és tu…

E sempre serás Tu

Sempre


2/08/14,Tiago Pedroso