Por vezes
pergunto porquê,
porquê tu,
porquê nós?
Porque não
pode ser mais fácil?
Porque não pode
ser outro alguém?
Porquê o
mar?
Porquê a
areia e a límpida agua azul?
Porquê o
fogo? O calor?
A angústia e
um céu negro
Porquê nos
dois? Ou eu e tu.
Porquê,
seres tu, e eu
Um pó mágico
de conto de fadas
Uma flor que
escapou despercebida
E porque não
outra flor?
A do lado
talvez.
Porquê não apanhar
aquela autocarro,
E esperar
pelo próximo tão parecido?
Porquê
aquela cor?
Raios, a
outra é tão igual aquela, ou pior
Porquê ser
eu, e não ser outro qualquer
A viver a
vida que um outro fez?
Raiva, gosto
tanto daquele sorriso…
Tanta
meditação e pergunta
E nenhuma
resposta óbvia,
Nada a
frente dos meus olhos
Raios,
porque é a vida tão difícil?
E como que por
magia, após tanto pensar
Tanto questionar
e sem nada ver
A resposta
aparece como que por intervenção divina
Singela e
perfeita, e ao mesmo tempo tão óbvia
E é essa a
verdadeira resposta da vida,
Da tua e da
minha, e da nossa talvez
A razão de
ser, de eu o ser
Porque és tu…
E sempre
serás Tu
Sempre
2/08/14,Tiago
Pedroso
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