domingo, 3 de agosto de 2014

Dúvida

Por vezes pergunto porquê,
porquê tu, porquê nós?
Porque não pode ser mais fácil?
Porque não pode ser outro alguém?

Porquê o mar?
Porquê a areia e a límpida agua azul?
Porquê o fogo? O calor?
A angústia e um céu negro

Porquê nos dois? Ou eu e tu.
Porquê, seres tu, e eu
Um pó mágico de conto de fadas
Uma flor que escapou despercebida

E porque não outra flor?
A do lado talvez.
Porquê não apanhar aquela autocarro,
E esperar pelo próximo tão parecido?

Porquê aquela cor?
Raios, a outra é tão igual aquela, ou pior
Porquê ser eu, e não ser outro qualquer
A viver a vida que um outro fez?

Raiva, gosto tanto daquele sorriso…

Tanta meditação e pergunta
E nenhuma resposta óbvia,
Nada a frente dos meus olhos
Raios, porque é a vida tão difícil?

E como que por magia, após tanto pensar
Tanto questionar e sem nada ver
A resposta aparece como que por intervenção divina
Singela e perfeita, e ao mesmo tempo tão óbvia

E é essa a verdadeira resposta da vida,
Da tua e da minha, e da nossa talvez
A razão de ser, de eu o ser
Porque és tu…

E sempre serás Tu

Sempre


2/08/14,Tiago Pedroso

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