quinta-feira, 6 de março de 2014

Renascer

Agarro no telemóvel
Não é a mesma coisa
Mas a caneta ficou em casa
E a alma também

É estranho
Já passaram dois anos
O sentimento será o mesmo?
Não sei, nem lhe pergunto

Hoje vejo
Hoje percebo
O  azul, a magoa
A dor, tudo fechado numa caixa

Hoje vejo o porque
Diante dos meus olhos
Azuis como ontem,
Agora dele, não meus

Estranho escrever,
Depois de dois anos, poesia
Outra vezdemasiado tarde?

Talvez, como sempre.
Felicidade, essa foi
Mas espero que dure, a tua
Que dure como esta magoa, para sempre

Sempre do fundo do coração,
Sempre teu, eu, ele
Que dure. Que seja a felicidade
Não eu. Sempre



3/03/14,Tiago Pedroso

3 comentários:

  1. Poema muito bonito, mas coisas acontecem e nao e por acaso e a vida e feita dos corajosos e dos lutadores. Aqueles desistem por qualquer motivo são considerados de fracos, pois desistir é a opçao mais facil. Queres saber o que ela sente? Pergunta lhe, nao tenhas medo. Luta.

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    1. Obrigado pelo comentário :)
      Agora deixou.me curioso quanto a sua identidade. Conheço.o?

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  2. Penso que não me conhece. Sou anonimo e permanecerei anónimo. Gosto muito daquilo que escreve e dei a minha pequena opinião. Nunca se esqueça que quem luta são os que aprendem mais na vida e ganham com isso. Perguntaste lhe o que sente? Espero que o meu concelho o possa ajudar, porque por aquilo que li poderei perguntar-lhe se sofreu algum desgosto de uma relação que possa ter tido?

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